A ciência ajudando a enfrentar o estresse

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A ciência tem ajudado a enfrentar o estresse?

Olá, pessoal, tudo bem?

Nessa postagem falaremos sobre outro artigo da revista Mente Cérebro, edição nº 294. O artigo foi entitulado: Como a Ciência pode ajudar você a vencer o Estresse.

Um dado apresentado logo no início do artigo me surpreendeu. Segundo levantamento realizado pela Associação Internacional do Controle do Estresse, o Japão é o país com maior nível de estresse no mundo, e o segundo colocado (pasmem!) é o Brasil.

Diferentes situações provocam estresse, como: o trabalho, o ambiente social, as relações afetivas e as situações em que somos desafiados a provar nossas capacidades ou habilidades. Tudo indica que o ambiente profissional é o que gera maiores desgastes físicos e mentais nas pessoas. A complexidade de nossa sociedade e as mudanças rápidas que estão ocorrendo vem aumentando a ansiedade e a preocupação com a situação profissional. O aumento dos diferentes tipos de pressões não favorece um cenário promissor para a redução do estresse.

No entanto, algumas pesquisas vem mostrando que a forma como as pessoas lidam com os fatores estressantes é determinante para aumentar ou reduzir os efeitos do estresse.

Todos os animais sofrem estresse, pois quando surge uma ameaça a sua vida seu organismo produz mudanças químicas que desencadeiam a reação de luta ou fuga. Mas só o ser humano continua a reviver a experiência de ameaça após ela ter passado. Isso significa que o cérebro humano pode ampliar o sofrimento decorrente do estresse vivenciado, ou pode mudar atitudes que provocam sensações de desconforto.

Segundo os cientistas, mesmo estando numa situação de crise que pode gerar estresse, é bastante terapêutico recuperar a sensação de autonomia sobre a própria vida. Seis pontos são citados como fundamentais para que isso aconteça:

1 – aceitação – negar ou adiar se defrontar com situações desagradáveis não é benéfico, pois aumenta a sensação interna de risco. Por outro lado ao aceitar enfrentar a situação, ela vai se mostrando menos ameaçadora do que se havia imaginado. Aceitar nos ajuda a perceber a situação de um ângulo diferente;

2 – tempo de mudança – as situações de sobrecarga continuada podem estar relacionadas a dificuldade de estabelecer limites, quais são suas prioridades. Isso requer uma mudança de comportamento através de um melhor gerenciamento do seu tempo e das suas tarefas;

3 – relaxamento e meditação – inúmeras pesquisas atestam que a prática de exercícios de meditação e relaxamento, quando feitos com regularidade, ajudam a reduzir a tensão física e psicológica. Uma prática simples como prestar atenção na respiração tem efeitos muito positivos quando realizada diariamente, por poucos minutos, principalmente no período da manhã.

4 – pausas para se recuperar – quando se está sobrecarregado é importante fazer pausas para recuperação, isso colabora para manter o bom funcionamento do organismo. Poucos minutos de pausa geram microrrecuperações no corpo. Se acostumar a fazer pausas a cada 30 ou 40 minutos de trabalho é bastante eficaz para evitar que o estresse se acumule e melhorar a produtividade. Nas horas de folga procure se desligar do trabalho, assim você pode recuperar as baterias.

5 – conexões humanas – A sensação de ser acolhido e estar em conexão com outras pessoas em efeito benéfico para o estado físico e mental. Estudos mostraram que um gesto afetuoso como o abraço libera o hormônio ocitocina que favorece a sensação de bem-estar. Procure estabelecer relações humanas profundas e agradáveis.

6 – autonomia – a gestão do estresse não deve ser responsabilidade apenas dos indivíduos, as organizações também devem trabalhar para promover melhores condições de trabalho. Dentre as atitudes positivas deve estar o fortalecimento do poder de decisão dos funcionários sobre conduzir o próprio trabalho. A perda de liberdade no ambiente de trabalho costuma gerar a sensação de impotência e ineficácia.

Abraço e até mais.

Aristóteles Rodrigues

Coach de Redução de Estresse

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