Entendendo o Estresse

Tempo de leitura: 4 minutos

Você sabe o que é o Estresse?

Entendendo o Estresse

Olá, seja bem-vindo!

Esse é um momento bastante importante para mim. Estou postando o primeiro artigo do nosso blog. E o assunto é estresse. Estresse é um dos assuntos principais do nosso blog, e não é à toa. Esse tema é um dos maiores problemas da humanidade. Além de gerar sofrimento também produz grandes prejuízos econômicos devido aos afastamentos dos postos de trabalho.

Hoje já sabemos que o estresse é resultado de uma reação de adaptação do organismo diante de situações incomuns. É uma reação que não é exclusiva do homem, pois também ocorre com todo tipo de animal. Encontramos bons exemplos dessa reação nos documentários sobre vida selvagem, que mostram animais sendo caçados por seus predadores. Imagine, um coelho caminhando numa mata enquanto é observado por uma raposa escondida atrás de uma moita. A raposa vai se aproximando lentamente para fazer o ataque. A raposa surpreende o coelho, mas ele reage escapando com uma agilidade impressionante. Essa reação rápida só é possível graças a ativação do sistema nervoso simpático que leva as glândulas suprarrenais a produzir adrenalina para preparar o corpo para fugir ou lutar (vamos falar sobre isso em outra oportunidade). Pouco tempo depois de escapar, o sistema nervoso parassimpático do coelho ativa a função de relaxamento, e aos poucos ele volta ao seu estado normal.

Essa reação de estresse também ocorre com o ser humano, com algumas diferenças. O ser humano moderno não passa por tantas situações que ameacem à sua vida física quanto um coelho. Mas ele enfrenta ameaças de natureza emocional e psicológica que o afetam como se a sua vida estivesse em risco. Outra diferença é que passada a situação de ameaça muitas vezes os seres humanos continuam tensos, não conseguem se desligar do estado de alerta e relaxar. Se não desligamos essa reação, com o tempo os órgãos do corpo vão se debilitando com toda a tensão produzida. O estresse pode provocar doenças quando se torna crônico.

Estresse e estado de presença

As ameaças de origem emocional e psicológica geradoras de estresse tem sua origem em algum momento de nosso histórico de vida. Normalmente surgem quando a necessidade de estarmos em segurança, sermos aceitos, respeitados e valorizados é colocada em risco. São situações dolorosas e traumáticas que vamos passando desde a infância e que são retraumatizadas quando ocorrem situações semelhantes no decorrer do tempo.

Assim vão sendo criadas marcas ou sinais que reconhecemos como situações de perigo e produzem reações condicionadas, reações automáticas onde não há espaço para o discernimento. Um colega de trabalho me falou de uma experiência na juventude em uma aula de inglês. Ele foi humilhado pelo professor na frente de toda a turma e aquilo gerou uma amarga lembrança para ele. Agora, ele pretende fazer mestrado mas sente que tem um bloqueio na aprendizagem de inglês. Ele tem consciência de que algo dentro dele resiste a se matricular numa escola de línguas.

O estado de presença é quando estamos bem conectados ao momento presente. Nossa consciência está ancorada no corpo e em seus recursos de modo que não está à mercê dos condicionamentos das experiências passadas. Conseguir se sustentar no presente nos dá condições de ampliar nossa autonomia das influências do passado, podendo se libertar de comportamentos repetitivos do passado impregnados em nossa mente, e usar cada vez mais nosso potencial criador diante da vida.

Para alcançar esse estado de presença o modo como usamos nosso corpo e nossa consciência é fundamental. Ativar e integrar os recursos do nosso sistema nervoso é o primeiro passo.

Uma forma de ativar o sistema nervoso parassimpático para ajudar no processo de recuperação do estresse envolve a respiração. Vou compartilhar uma forma simples de respiração que auxilia a gerar relaxamento:

1. Procure uma posição confortável, em pé ou sentado, com a coluna ereta;

2.Comece a soltar o ar dos pulmões até que eles esvaziem, faça isso lentamente, soltando o ar pela boca;

3. Quando o ar tiver sido totalmente expelido os pulmões vão se encher novamente, sem esforço;       

4. Repita o procedimento de esvaziar (expiração) e encher (inspiração) os pulmões umas 10 vezes;

5. Faça esse movimento sem esforço;

6. Observe a respiração e observe seu corpo durante todo o processo.

Eu o convido a experimentar esse exercício. Observe como se sentiu e compartilhe conosco suas impressões.

Abraço e até mais.

  Aristóteles Rodrigues

Educador da Pessoa em Estresse

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